Thursday February 16, 2012 10:47

da sedução nas pequenas coisas.

…foi então que Ana percebeu que a sedução precisava ser praticada e que não havia a menor necessidade de se vulgarizar para isso. As pessoas mais interessantes que ela havia conhecido, na maior parte das vezes, não eram as mais bonitas, ou as mais bem vestidas. Também não tinham corpos esculturais ou um olho claro de dar inveja; elas tinha um “quê”, que não se pode explicar, um jeito de mexer no cabelo, um sorriso meio torto, um defeitinho que as aproximavam mais de nós, meros mortais, e causavam uma empatia impossível de controlar.

E percebeu também que essas pessoas exercitavam a simpatia onde quer que fossem, eram cordiais, amigas, solícitas, faziam todos que estavam ao seu redor sentirem-se bem, porque levavam a vida de um jeito tão leve que parecia que as coisas eram mesmo simples. Decidiu que, assim como aqueles que admirava, ia sorrir para o porteiro, cumprimentar efusivamente o caixa do supermercado, a moça que varria as calçadas, e não ia ignorar, nunca mais, as pessoas que pediam dinheiro. Decidiu deixar de ser invisível tornando os outros visíveis, disseminando aquilo que tanto buscava nos bares, nas baladas, no trabalho ou na faculdade: um pouquinho de amor.

Ana percebeu que para encontrarmos alguém que nos ame de verdade precisamos ser pessoas amáveis, encantadoras, que não tem raiva da vida, dos quilos a mais ou das dívidas no final do mês. Que não morrem de pena de si mesmo e sempre se sentem sós. A solidão, no final das contas, é algo que a gente faz. É o resultado de tanta amargura que destrói toda e qualquer possibilidade de aproximação humana.

Não adianta, aliás, descontar nos amigos, no vizinho ou nos pais a nossa própria insatisfação, o contentamento de nada tem a ver com condições positivas na vida; é um estado de espírito. É você optar por não se aborrecer, não desistir, olhar o copo inteiramente cheio se não sempre, na maior parte das vezes.

A sedução não precisa ser sexual. A sedução é aquilo que atrai bons amigos, empregos, que faz sabermos que quando o chuveiro queimar podemos ligar para o porteiro, quando tivermos que viajar, o vizinho hospeda o gato, quando gastarmos sem querer os trocados no ônibus, podemos levar o pão fiado, sermos salvos pelo mendigo do batedor de carteira, termos a porta de casa pintada com a tinta que sobrou da reforma do prédio e, tudo isso, porque os outros sabem que bem no fundo, aliás, no RASO, faríamos o mesmo por elas.

O amor é aquilo que quanto mais se dá, mais se tem. E todo mundo está cansado de saber disso.

 

 

Tuesday February 14, 2012 17:06

5 minutos.

Tenho só 5 minutinhos, no final dessa terça-feira, pra escrever alguma coisa realmente coerente aqui no blog, só não sei o que.

Prometi que não ia mais fazer confissões e nem tornar esse espaço muito pessoal, mas vocês sabem que pra quem escreve isso é inevitável, não é? Quem escreve acaba falando das coisas que precisa ouvir de alguém que ainda não encontrou, ou que foram ditas, mas não aplicadas, ou que poderiam ser um pouquinho diferentes e tal e coisa.

Meus 5 minutinhos agora se tornaram 3, e eu estava aqui pensando quem são vocês, leitores. Se gostam das coisas que lêem aqui, se voltam, recomendam,  se encontram esse espaço por acaso. Coisa mais triste é falar, falar e continuar mudo. Acho que todo mundo que publica qualquer coisa, nem que seja notificação de morte, precisa de público.

Escrever pra não ser lido não tem graça nenhuma, mesmo que falem por aí que escrever é só algo feito pra desabafar, desanuviar e botar a cabeça em algum lugar que não seja a própria vida ou a vida alheia, ou os problemas desse mundinho de meu Deus.

Escrevo não somente  porque amo, mas porque preciso. Por que não sei desenhar tão bem, nem fazer conta, porque por mais que eu ame a dança, a música, o teatro e a engenharia civil, não nasci pra fazer nenhuma dessas coisas. E eu realmente acredito nessa coisa de nascer assim ou assado, eu realmente sou dessas que fica esperando as coisas darem certo quando já se esgotaram todas as possibilidades de fazer isso por elas.

Hoje eu acordei (mais uma vez) com uma vontade danada de conseguir sobreviver única e exclusivamente dessa sopa de letrinhas envolventes que se torna um blog. Ainda bem que, pelo menos nos sonhos, tudo é possível, não é?

Friday February 10, 2012 13:26

eu-problema.

Todo mundo reclama que o mercado (para os relacionamentos) está complicado. Que ninguém mais quer se envolver, que as pessoas já não dão mais valor para uma boa companhia, que estão individualistas, exigentes e que parece  não saberem nada sobre àquilo que desejam de fato.

Tenho em mente que sempre quando as coisas ao meu redor começam a me incomodar em demasiado, é que, talvez, o problema não esteja nelas e sim, em mim. Talvez eu que esteja cobrando demais das pessoas erradas, ou cobrando demais de mim mesma. talvez eu esteja querendo controlar coisas que estão fora do meu alcance e que, às vezes, não sãpo pra agora. De repente o que me falta não é um relacionamento assim ou assado, me falta uma vida melhor, uma nova perspectiva em relação às coisas, parâmetros de análise realmente bons, não sei, talvez falte mesmo um bom óculos pra perceber quanta vida tem na vida. Não há coisa mais triste e irritante que viver com pena de si mesmo, é destruidor, mas às vezes, inevitável.

Quando começo a reclamar demais de tudo, da faculdade, da família, do trabalho, da música alta do bar e da cerveja, sem sabor, tenho a certeza que quem está com problemas sou eu. É a minha análise que está distorcida e as minhas expectativas é que tomaram proporções grandes demais em situações mínimas.

Que fique de exercício pra você, leitor, quando começar a se irritar, a se enciumar, a ficar com raiva ou aborrecido com qualquer coisa que seja, pare e penso: esse é um motivo que realmente vale a pena? Essa é uma pessoa que realmente merece  conhecer meu lado azedo?

Nem sempre somos bons. Nem sempre somos corretos, fortes ou nobres. Nem sempre estamos com saco ou disposição. E não dá pra exigir que os outros sejam, não dá pra querer uma vida perfeitinha num mundo cheio de gente naturalmente imperfeita.

Não são os outros que estão complicados, talvez te falte um pouco de paciência. Não é o trabalho que é ruim, talvez você é que tenha procurado pouco. Não falta homens e mulheres no mercado, o que falta é saco pra se envolver e estar sujeito a sofrer tudo de novo.

E não, não é fácil de admitir. Mas já é um começo tentar se analisar.

Monday February 6, 2012 11:09

como nosso pais.

Na dinâmica social cada um tem sua função e as coisas não se dão dessa maneira à toa. Às vezes, as pessoas se misturam e acabam ocupando lugares por acreditarem ter conquistado esse direito. Às vezes, impõe respeito sem ter, exigem amizades, sem as possuir de fato, e cobram amor, sem merecer. Daí surgem os problemas de relacionamento, as crises familiares e os aborrecimentos no trabalho; é tudo uma questão de auto-conhecimento, de encontrar o seu lugar e o seu espaço no mundo.

A relação dos pais com os seus filhos, por exemplo, sofre uma série de transformações. Os pais cuidam, orientam, mas não podem ser donos da vida de ninguém que não seja da própria, lamento. Devem ser autoritários sem perder a razão e saber que por alguns momentos serão odiados por isso. Recompensa de pai e mãe nunca é imediata ou justa.

Não sei quem foi que disse que os familiares devem ser nossos amigos, acho essa colocação ridícula. Pai e mãe são superiores às amizades, são eles que passam todos os nossos valores, que nos ensinam cada coisinha que nos faz ser quem somos. Não entendo por que eles desejam tanto ocupar o posto de confidentes quando devem ser educadores: é como pedir pra que o professor do colégio nos ajude a cabular aula – não tem cabimento.

Os pais não devem, não precisam e não podem ser íntimos dos filhos, pois há assuntos e questões tão particulares e individuais que nem as famílias mais modernas saberiam lidar e que as crianças – por mais abertas que sejam – não querem compartilhar.

Cada um deve ter sua vida, personalidade e círculos de convivência que, eventualmente, se misturam, óbvio, mas que tem uma hierarquia. Mães, sinto muito, mas o tempo de vocês passou. Não dá pra serem filhas e sair de balada fazendo fofoca dos “amigos de 14 anos” porque eles tem menos que a metade da sua existência, experiência e maturidade – são algo que você, há muito, não é – e que, com certeza, não deseja ser.

Não dá pra dizer que saia curta pode, mas que dormir com o namorado não. Não pode achar legal beber de vez em quando, mas ficar bêbado, não. Nas regras deve haver coerência.

Quando somos, somos INTEIROS e não metade. Por isso que você viveu mais; pra aconselhar, acompanhar e reprimir quando for preciso, não para ser gente boa: se for ruim demais, não funciona. Se for mole, também não.

Posso estar parecendo uma tradicionalista, quadrada, mas acho que é isso que falta no mundo. Será que não estamos confundindo o nosso amor pela família e misturando as coisas? Será que essa confusão de parâmetros não deixa os filhos perdidos, desorientados e mal educados? Você pode ser uma mãe “prafrentex” só não pode ser invasiva. Você pode usar roupas da moda, só não pode perder a noção do ridículo. Você também é parceira dos seus filhos, só não é um membro da turma deles. Você é mãe e não companheira de birita e carteado, não pega bem.

Você pode quebrar as regras eventualmente, claro, só não pode perder o controle.

É importante ter referências. E saber que quando a coisa se complicar alguém vai ter as palavras mais reconfortantes e sábias para dar. Pais acreditem: apesar dos pesares os filhos sabem disso.

Wednesday February 1, 2012 12:28

romantismo masculino.

Homens e mulheres são diferentes. Eles são mais racionais e elas, emocionais. Dizem que os primeiros fazem sexo, e os segundos, amor. Falam que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus, mas okay, já lemos todas as publicações de auto-ajuda no quesito machos X fêmeas e ainda somos incapazes de responder a algumas questões inerentes a esse assunto; o que me deixa bastante feliz já que falar sobre isso é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.

Porque o romantismo está tão inerente a algumas mulheres e praticamente ausente em alguns homens? Porque a falta de manifestações atípicas de carinho ainda são tão valorizadas pelo sexo feminino e tão pouco exploradas pelo masculino? Se eles são assim tão racionais, porque não fazem o que é preciso para ter um relacionamento mais harmonioso, ou, talvez, mais satisfatório para as mulheres que tanto têm essa necessidade de se sentirem amadas?

A realidade é que eles não fazem por mal: simplesmente não sabem o que as elas querem. Até porque se uma mulher cobrar romantismo todas as ações seguintes que o homem tiver parecerão forçadas e não farão o MENOR sentido. Os homens não entendem que banalidades possam ser tão valorizadas, que cartões, flores, surpresas e mimos possam ter um efeito estrondoso dentro de uma relação e, portanto, não planejam essas ações. Não é por maldade, é porque não foi trabalhada neles essa sinceridade, essa exposição aparentemente sem por que dos sentimentos.

Eles não acham necessário tanta exposição, porque afinal, um homem quando diz que ama, ama. Não finge,  não sabe ser delicado sem realmente se importar com a mulher. Homens são nota ZERO em simulação, enquanto nós, somos mestres. Tanto é que, via de regra, quando achamos que alguma coisa está errada dentro de um relacionamento ela está. Mesmo que eles neguem.

Mulheres, nós queremos demais. Não existe relacionamento perfeito, nem namorado príncipe. Talvez, nem precise existir. É bom, é delicioso ser surpreendida, sentir-se especial, mas acho que não adianta tentarmos impor sentimentalismo aos homens – eles acabam perdendo um pouco da essência naturalmente despachada que tanto nos atrai.

E não há nada melhor do que uma demonstração sincera, inesperada e realmente de coração vinda deles. Se a gente realmente merecer, sem mentira nenhuma, acontece.

Monday January 30, 2012 11:49

não é amor.

A minha conclusão sobre todos esses anos de aconselhamento quanto aos problemas amorosos alheios é a seguinte: o amor não é um sentimento.

Agora você me pergunta: como assim não é um sentimento, Ericka? E as borboletas no estômago? E a vontade de não largar a pessoa nunca mais? E as saudades, flores, romantismos? E essa dor que eu sinto de pensar em perdê-lo, que nome tem?

Isso tudo, pessoal, são reações às ações positivas ou negativas de alguém, mas não é amor. Amor é uma decisão, é a escolha mútua de fazer bem, de estar junto, de respeitar, dar carinho e atenção a alguém que não possui nenhum laço sanguíneo com você.

O amor é chato. Exige compromisso e preparação; coisa que quase ninguém possui ou gosta de ter.

O amor é aquilo que ainda resta quando todo o resto acaba. Não parece óbvio?

O ódio é um sentimento. A inveja, a angústia e a tristeza são sentimentos. O amor não. Se o amor fosse sentimento seria involuntário; os feios legais não estariam solteiros – nem alguns apaixonados, infelizes.

O amor é uma reação às atitudes positivas de alguém, do casamento de personalidades, de uma boa companhia e de um sexo bacana –  não sejamos hipócritas. O amor é quando você sabe que tem alguém no mundo mais bonito, mais forte, mais rico, mais inteligente, mas que ainda assim, com todas as 7 bilhões de pessoas no mundo – melhores, claro – não existe ninguém que combinaria tanto com você do que a pessoa que você está. E que sorte sentir isso.

O amor é a renúncia da balada quando o outro está doente, é a festa de família, é o curso de final de semana que estragou a viagem.

Na paixão, dizer amar é fácil, é físico, é fluido, é natural. Duro é amar na miséria, na crise de identidade, na TPM, no desemprego.

ESCOLHEMOS amar alguém, assim como podemos escolher não amar. O que dói é a ausência, a saudade da parte boa, os planos não realizados, a falta de alguém. Não se sofre de amor. Se sofre de solidão.

E às vezes é melhor fingir amar e inventar problemas que não existem que não sentir nada.

Friday January 27, 2012 09:54

sobre fé, religião e afrontamentos.

Fui criada em um lar evangélico e não me considero melhor que ninguém. É claro que isso guia várias posturas na minha vida e me faz questionar outras tantas, mas não sei se é a religião, a criação, o caráter ou a junção de um ou mais desses fatores que faz uma pessoa ser considerada “boa”.

Uma pessoa que acredita em Deus, não é perfeita. Assim como aquela que diz não acreditar em nada, não é ruim. Há praticantes de boas e más obras em todo o lugar, a religião não precisa ter conexão com fazer bem ao outro, mas as pessoas, via de regra, acabam confundindo fé com boas ações. Atitudes doutrinárias com conduta.

A igreja é feita por homens, é falha. Aliás, tudo aquilo que é instituído por pessoas tende a ter algum tipo de problema, de ordem ética, ou não. Como seres imperfeitos não há como gerarmos frutos perfeitos, você nem precisa ser muito estudioso de religiões para chegar a essa conclusão. Não casar virgem, não ter paciência com os idosos, ser egoísta ou invejoso não são atitudes características dos crentes, que não fazem aquilo que pregam, e sim, dos humanos. O que muda é como você encara essas coisas,se importa com elas ou se preocupa em alterá-las na sua vida.

Assim como fico aborrecida quando vejo crentes julgando não crentes, não gosto de quem levanta a bandeira contra a religião de alguém. As atitudes, apesar de terem relação com isso, não são simples de serem transformadas, estamos todos sujeitos a errar.

Pior que fazer algo que vá contra àquilo que você acredita, é julgar o outro por não ser o que você acha correto. Evangélicos, católicos, budistas ou espíritas: que tal pararmos de ser tão separatistas?

O gay não precisa ser ateu.

A prostituta pode ser católica.

O ladrão se arrepende, a freira se rebela.

Porque somos todos complicados demais para só a fé transformar alguma coisa. A razão também comanda.

Monday January 23, 2012 15:37

síndrome de Pokemón.

Mulheres que falam como criança. Que gritam quando vêem um determinado personagem de desenho. Que só usam rosa, pijama de bichinho, glitter e Hello Kitty. Mulheres que se ofendem facilmente e que se ouvirem uma palavrão ficam horrorizadas. Mulheres tão meigas, tão agradáveis, tão perfeitinhas que são irritantes. Que choram quando confrontadas, que não toleram “não” como resposta. Tenho visto um aumento muito grande desse tipo feminino que costumo chamar de  “Pokemón” – só que sem evolução.

Fico tentando entender o que leva um ser humano de sexo feminino, com quase 30 anos na cara, agir como se tivesse 5. Seria algum tipo de atraso mental? Seria falta de pai e mãe para orientar que aquelas atitudes não condizem com a idade?

A mulher Pokemón quer chamar a atenção sendo algo que não é, é a vagabunda recalcada, reinventada (com todo o respeito às vagabundas). O lobo em forma de cordeirinho arrependido. Tão imatura, tão infantil, que é impossível acusá-la de matar uma formiga – ai ela vai lá e mata um leão – só que os homens não reparam. Aliás, talvez toda essa encenação seja mesmo culpa deles; que acham linda essa fragilidade forçada. Talvez, não. Só gostaria de deixar aqui registrado o meu apelo pelo fim das mulheres Pokemón – que envergonham a nossa espécie – e reforçam ainda mais o esteriótipo de mulher objeto que tanto queremos nos livrar.

Ursinhos são lindos, eu adoro. Mas morro de alergia.

Friday January 20, 2012 11:31

mensagem indireta.

No auge dos meus 24 anos ainda esbarro com casos de amor que me parecem advindos de algum lugar muito distante do passado, lá pros 13, 14 anos, quando tínhamos vergonha de dizer até mesmo que já usávamos absorvente.

Quem já leu algumas crônicas aqui do blog sabe o quanto eu detesto os malditos joguinhos de conquista e o quanto eles fazem com que um relacionamento, qualquer que seja, já comece baseado em conceitos errados de uma pessoa em relação a outra. Você ri das piadas sem graça, escuta com paciência os papos de família, aprende a beber, aprende a sair, aprende a gostar de futebol, enfim, se transforma em uma pessoa que não é para conquistar o bofe em questão.

Ontem, você fumava maconha, hoje, acha careta. Ontem você era fã de funk neurótico, hoje, só ouve gospel. Que saco. Saibam que tudo isso, tudo o que você é, eventualmente, vai vir à tona com o passar do tempo, quando você conseguir conquistar a pessoa querida e já estiver de saco cheio de tanto simular interesse por coisas que detesta.

Não precisamos disso.

Por mais insuportáveis e desinteressantes que acreditamos ser, um namoro decente só funciona se formos sinceros. Se conversarmos livremente sobre qualquer assunto com a pessoa que gostamos sem precisar de intermediários, sem precisar que a amiga, a prima, ou qualquer terceiro faça a conexão entre uma parte e outra, jogando a real, se mostrando HUMANO. Não entendo esse medo de dar errado, de ser mal compreendido. Você só vai ser mal interpretado se a pessoa não sentir o mesmo que você, se não quiser ter casa, família e 3 filhos, sabe? Que bom, então, que você descobriu essas coisas antes mesmo de se envolver desejando tudo isso.

Chega de mensagens indiretas. Amar sem agir em relação a isso é ridículo.

Tuesday January 10, 2012 12:08

a sabotadora.

Queridas, vejam bem, um homem, quando interessado em uma mulher, fica burro. E passa a aceitar todo o tipo de conselho gratuito vindo de pessoas bem ou mal intencionadas. Se esse homem for bonito, ou interessante de alguma forma, e despertar algum tipo de emoção naquela sua amiga (?) que não consegue ficar sozinha e ver os outros se darem bem, abra o olho: a sabotadora a entra em ação.

Não é que ela queira o seu mal, ela só não deseja que você roube o que ela acredita que seja dela. Algumas mulheres tendem a se sentir ameaçadas quando outras passam a ser mais interessantes que elas para o círculo de amizades masculinas, que antes não era compartilhado entre as partes. Deu pra entender? Às vezes ela nem pretende ter alguma coisa com o cara, só não quer perder o posto de bola da vez. Só quer continuar sabendo que ainda é mais interessante que outra mulher, só quer saber que se tudo der errado na vida amorosa ela terá alguém para contar. E a partir daí, te boicota. Planta informações ao seu respeito que não são reais, espalha por aí que você está fechada pra balanço, que nunca dá a mínima para os caras no dia seguinte, que se decepcionou muito no passado, que você virou sapatão, enfim, monta uma arapuca. E o jovem moçoilo, achando que a fulaninha aí sabe TUDO e mais um pouco sobre você, cai na conversa fiada. Fiquem espertas. Faça você o contato com o bofe objeto de desejo, sem intermediários. Coragem! No mínimo, um amigo, você ganha. Sem famas inventadas.

 

 

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Por que Hipervitaminose?

Cansado do papo furado e irreal sobre relacionamentos? De ficar sonhando com o príncipe (ou a princesa) encantado, lamentando sua solteirice pelos quatro cantos do planeta? Cansado de não entender o que faz de errado? Cansado de achar que é o ÚNICO no mundo a ter todos esses problemas? Bem vindo ao Hipervitaminose! Um espaço com depoimentos, histórias e análises sinceras - minhas e alheias - de quem já estava cansada (e diabética) de tanto blá-blá-blá relacionamental sem eficiência. Fique à vontade!

Participe!!

Pode indicar, viu?


Vai lá que é bom!